segunda-feira, janeiro 19, 2009

Leila

Fomos infelizmente separados, pelas desventuras do tempo, mas desde que a via pela primeira vez, percebi que meu destino estaria entrelaçado ao dela por toda a minha vida.
Era uma menina do subúrbio Carioca, bondosa, metódica e organizada, altruísta e dedicada, fã de Bossa Nova, de Roberto Carlos e Nara Leão.
Exageradamente bela, apesar de desprovida da vaidade, não escondia atrás de maquiagens grosseiras seus belos traços, os olhos castanhos cintilantes e seu sorriso acolhedor.
Tudo que fazia, era feito com muita dedicação e amor, tinha uma ânsia e um prazer de agradar, que ignorou inúmeras vezes, suas vontades, para ver o sorriso nos lábios daqueles que amava.
Sempre tive a sensação de conhece-lá, desde seus tempos, de suburbana, mas só nos encontraríamos muitos anos depois, em Copacabana, ela não era mais jovem, mas igualmente bela e elevada.
Por aquela mulher senti e sinto algo tão intenso, que nunca cheguei a sentir novamente por ninguém e também fora a única que conquistara completamente meu respeito, admiração e consideração.
Nos momentos difíceis, lembro que ela sempre estará, ao meu lado, me apoiando e me dando força, segurando minha mão nos árduos caminhos, não me permitirá fracassar e enxugará minhas lagrimas, como já fizera varias vezes, já nos momentos alegres, ela é a responsável, porque é a sua existência que me faz sorrir e ser feliz.