quinta-feira, janeiro 07, 2016

Charlie e Luisa

Charlie acendeu o cigarro. O encaixou entre os lábios e tragou a fumaça. Em seguida, encarou Luisa cujas coxas úmidas estavam entrelaçadas as suas. Luisa sustentava o olhar.  Charlie soltou a nuvem de nicotina presa na garganta sob seu rosto, mas ela não se incomodou, os olhos claros sequer piscaram. Luisa armou um sorriso na boca cor-de-rosa e disse:

– Pensei que você não gostasse de cigarros. – disse ela.

– Não é que eu goste, mas me dá tranquilidade. – disse Charlie.

– Então você anda uma pilha de nervos? – perguntou lascivamente Luisa

Luisa deslizou pelo outro corpo e posicionou a cabeça entre as pernas de Charlie. A língua percorreu todo o sexo da outra. Luisa sentiu–se mais mulher do que nunca diante dos gemidos, suspiros e espasmos de Charlie ao massagear–lhe o clitóris em círculos, com a ponta da língua quente e molhada. Repentinamente, Charlie a ergueu pelos cabelos pretos e uma vez sob Luísa, sentiu as pernas dela envolvendo seus rins enquanto beijava–lhe a boca, o pescoço, mordiscava os mamilos rosados e avançava abaixo do ventre. Lançou um sorriso malicioso, somado ao olhar languido e atrevido:

– Agora é a minha vez. Essa é a minha parte favorita. – disse Charlie antes de embebedar–se nos fluídos da outra enquanto as mãos tateavam os seios de Luisa, cujo corpo dançava em seus lábios, controlado por ondas de êxtase e prazer.

As mulheres combinaram de não chamarem–se pelos nomes de batismo a fim do que for que acontecesse a partir de então se mantivesse exclusivamente no âmbito sexual. Assim nasceram Charlie e Luisa, pseudônimos para as amantes que poderiam seguir em frente tranquilamente como amigos que saem para um chope ou dois anônimos num encontro casual. Horas atrás, quando a campainha do apartamento soou, Luisa recebeu Charlie de calcinha e uma camisa xadrez. Sentiu o cheiro forte de cigarro misturado ao perfume, suor e nervosismo da visitante quando aproximou os lábios de sua boca. Charlie beijou Luisa ardentemente, que por sua vez, vestiu os dedos nos anéis dos cabelos da outra. A mão de Charlie corria por suas costas, nádegas e ameaçava entrar em sua calcinha já úmida quando Luisa a puxou para o quarto.

Luisa jogou Charlie na cama e fechou a porta do quarto. Desabotoou lenta e sedutoramente os botões da camisa e, ao fixar os olhos na mulher à frente, decretou:

– Eu quero que você me coma. Não importa quais os seus métodos, hoje o meu corpo é seu. Me xinga, me bate, me cospe, eu não me importo, eu quero me sentir suja. Me faça gozar.